Primeiro-ministro de Portugal e ministro da Cultura do Brasil defendem a proposta
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deu início nesta sexta-feira, dia 14 de novembro, à sua I Reunião Extraordinária de Ministros de Educação e Cultura. A ascenção do grupo de países no cenário mundial foi tema do discurso do primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, que abriu o encontro. “Uma nova geopolítica está em andamento, em que haverá uma divisão maior de poder no mundo. Nossos países têm de estar preparados para ocupar esse novo espaço. Aquilo que temos de mais comum, a língua, tem de ser um ativo para nosso desenvolvimento”, afirmou.
“O peso político de todos os nossos países vai ser maior se a língua portuguesa tiver uma importância maior”, disse, ao defender a proposta brasileira de que a CPLP reivindique junto à Organização das Nações Unidas (ONU) a inclusão do Português entre as línguas oficiais - ao árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo. “Um país que aspira estar no Conselho de Segurança da ONU, um lugar que o Brasil merece ocupar pela importância que tem no mundo, deve ter sua língua falada na organização”, afirmou o primeiro-ministro português.
O ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, falou em seguida: “Queremos que esta comunidade desenvolva uma solidariedade que a torne estratégica no mundo e fortaleça sua presença no momento em que o mundo passar por um reordenamento”, defendeu o ministro brasileiro. “Na globalização, há uma guerra sem quartel pela hegemonia das línguas. Temos de lutar pelo nosso espaço”, reforçou Sócrates.
MinC
Informe Versos & Acordes
Friday, March 05, 2010
Governo brasileiro quer o português entre as línguas da ONU
De acordo com a coluna Avant Première, o governo brasileiro está abrindo mais uma frente de trabalho em sua agressiva política internacional. No fim do mês, o Itamaraty realiza um evento, em Brasília, para tentar adicionar o português às seis línguas de trabalho oficiais na ONU - inglês, espanhol, francês, chinês, árabe e russo.
A Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que ocorre nos dias 27 e 28, incluirá debates literários sobre tradução, o uso do português na internet, processo criativo, entre outros temas.
Valor Econômico - João B. Caldeira e R. BorgesSex, 05 de Março de 2010 17:24
Wednesday, February 24, 2010
Reforma ortográfica ainda patina em Portugal
Em vigor desde o início do ano passado, a reforma ortográfica está longe de ser realidade em Portugal.
Firmado em 1990 pela Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), o acordo foi aprovado no Brasil pelo Congresso Nacional, em 1995, e regulamentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 29 de setembro de 2008, por meio de um decreto.
Para o professor de Língua Portuguesa Douglas Tufano, o Brasil se precipitou ao sair na frente dos demais países com a intenção de pressioná-los a se adaptarem às novas normas. Para ele, o que seria unificação está se tornado reforma unilateral."A precipitação do Brasil causou certa situação de defesa da língua pátria. Portugal sempre se manifestou como sendo dona da língua e com mais direitos de tomar iniciativa", afirma.
Por aqui, as alterações atingiram aproximadamente 0,5% das palavras. Nos demais países, que adotam a ortografia de Portugal, o percentual de mudança alcança 1,6% do total.
O correspondente da Folha em Portugal João Pereira Coutinho ressalta que a oposição às mudanças ainda é muito grande por lá. Segundo ele, os que são favoráveis às alterações entendem que o acordo é inevitável para a afirmação internacional da língua. Já os contrários afirmam que a grafia portuguesa tem uma identidade própria e deve ser respeitada.
"Qualquer alteração seria uma submissão ao Brasil e à grafia brasileira", diz Coutinho.
Assinaturas
Entre os países da CPLP, Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram o acordo. Ainda não definiram quando irão ratificar o documento Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.
A assinatura desses países, porém, não impede a entrada em vigor das novas regras em todos os países, pois todos concordaram que as mudanças poderiam ser adotadas com a assinatura de pelo menos três integrantes da comunidade.
Boletim Abrelivros
Firmado em 1990 pela Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), o acordo foi aprovado no Brasil pelo Congresso Nacional, em 1995, e regulamentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 29 de setembro de 2008, por meio de um decreto.
Para o professor de Língua Portuguesa Douglas Tufano, o Brasil se precipitou ao sair na frente dos demais países com a intenção de pressioná-los a se adaptarem às novas normas. Para ele, o que seria unificação está se tornado reforma unilateral."A precipitação do Brasil causou certa situação de defesa da língua pátria. Portugal sempre se manifestou como sendo dona da língua e com mais direitos de tomar iniciativa", afirma.
Por aqui, as alterações atingiram aproximadamente 0,5% das palavras. Nos demais países, que adotam a ortografia de Portugal, o percentual de mudança alcança 1,6% do total.
O correspondente da Folha em Portugal João Pereira Coutinho ressalta que a oposição às mudanças ainda é muito grande por lá. Segundo ele, os que são favoráveis às alterações entendem que o acordo é inevitável para a afirmação internacional da língua. Já os contrários afirmam que a grafia portuguesa tem uma identidade própria e deve ser respeitada.
"Qualquer alteração seria uma submissão ao Brasil e à grafia brasileira", diz Coutinho.
Assinaturas
Entre os países da CPLP, Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram o acordo. Ainda não definiram quando irão ratificar o documento Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.
A assinatura desses países, porém, não impede a entrada em vigor das novas regras em todos os países, pois todos concordaram que as mudanças poderiam ser adotadas com a assinatura de pelo menos três integrantes da comunidade.
Boletim Abrelivros
Friday, February 12, 2010
Valorização da língua portuguesa no exterior
País vai lutar pela valorização da língua portuguesa
A valorização da língua portuguesa nos foros internacionais e a avaliação do processo de implantação do novo acordo ortográfico figuram entre os principais temas do seminário internacional sobre o futuro do idioma, que será realizado em Brasília, entre 25 e 31 de março deste ano.
A informação foi dada ontem pelo embaixador Pedro Motta Pinto Coelho, durante reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), que aprovou o seu nome para representante permanente junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A indicação, feita pelo presidente da República, será submetida ainda ao Plenário.
Durante a sabatina, Pinto Coelho assegurou "o firme compromisso" do governo brasileiro de trabalhar pela consolidação da CPLP, cujos integrantes, segundo ele, pretendem transformar o português em língua de documentação da Organização das Nações Unidas (ONU) e em língua de trabalho na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
– Não há muita retórica atualmente na comunidade. Nossos objetivos são cada vez mais concretos – afirmou Pedro Motta Pinto Coelho.
Mercosul
Na opinião do embaixador, existe um paralelismo entre a CPLP e o Mercosul, pois em ambas organizações se identifica uma "certa assimetria entre seus integrantes, uma vez que o Brasil é o maior participante tanto em uma como na outra". A seu ver, porém, essa assimetria acaba funcionando como uma espécie de catalisador nos dois casos.
O relator da mensagem, Augusto Botelho (PT-RR), emitiu voto favorável à indicação. Por sua vez, Marco Maciel (DEM-PE) observou que a CPLP vem ajudando a estabelecer laços mais fortes com os países "vizinhos" da África. Por sua vez, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), presidente da comissão, afirmou que a comunidade tem um "peso relevante" na aproximação dos países lusófonos.
A participação ativa da comunidade nos debates internacionais foi destacada por Romeu Tuma (PTB-SP), enquanto Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) lamentou o fato de o idioma português ser menosprezado, apesar de se constituir na língua materna de mais de 240 milhões de pessoas.
Já Marconi Perillo (PSDB-GO) defendeu a rápida implantação do Parlamento da CPLP. Pedro Simon (PMDB-RS) lembrou que inicialmente o projeto de criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa foi visto com ceticismo, mas observou que agora vem se consolidando. E Eduardo Suplicy (PT-SP) colocou-se à disposição para levar a todos os países lusófonos a proposta de criação de um programa de renda básica.
93765
Senador(es) Relacionado(s):
Antonio Carlos Valadares
Augusto Botelho
Eduardo Azeredo
Marco Maciel
Marconi Perillo
Pedro Simon
Romeu Tuma
Fonte: Senado Federal
A valorização da língua portuguesa nos foros internacionais e a avaliação do processo de implantação do novo acordo ortográfico figuram entre os principais temas do seminário internacional sobre o futuro do idioma, que será realizado em Brasília, entre 25 e 31 de março deste ano.
A informação foi dada ontem pelo embaixador Pedro Motta Pinto Coelho, durante reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), que aprovou o seu nome para representante permanente junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A indicação, feita pelo presidente da República, será submetida ainda ao Plenário.
Durante a sabatina, Pinto Coelho assegurou "o firme compromisso" do governo brasileiro de trabalhar pela consolidação da CPLP, cujos integrantes, segundo ele, pretendem transformar o português em língua de documentação da Organização das Nações Unidas (ONU) e em língua de trabalho na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
– Não há muita retórica atualmente na comunidade. Nossos objetivos são cada vez mais concretos – afirmou Pedro Motta Pinto Coelho.
Mercosul
Na opinião do embaixador, existe um paralelismo entre a CPLP e o Mercosul, pois em ambas organizações se identifica uma "certa assimetria entre seus integrantes, uma vez que o Brasil é o maior participante tanto em uma como na outra". A seu ver, porém, essa assimetria acaba funcionando como uma espécie de catalisador nos dois casos.
O relator da mensagem, Augusto Botelho (PT-RR), emitiu voto favorável à indicação. Por sua vez, Marco Maciel (DEM-PE) observou que a CPLP vem ajudando a estabelecer laços mais fortes com os países "vizinhos" da África. Por sua vez, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), presidente da comissão, afirmou que a comunidade tem um "peso relevante" na aproximação dos países lusófonos.
A participação ativa da comunidade nos debates internacionais foi destacada por Romeu Tuma (PTB-SP), enquanto Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) lamentou o fato de o idioma português ser menosprezado, apesar de se constituir na língua materna de mais de 240 milhões de pessoas.
Já Marconi Perillo (PSDB-GO) defendeu a rápida implantação do Parlamento da CPLP. Pedro Simon (PMDB-RS) lembrou que inicialmente o projeto de criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa foi visto com ceticismo, mas observou que agora vem se consolidando. E Eduardo Suplicy (PT-SP) colocou-se à disposição para levar a todos os países lusófonos a proposta de criação de um programa de renda básica.
93765
Senador(es) Relacionado(s):
Antonio Carlos Valadares
Augusto Botelho
Eduardo Azeredo
Marco Maciel
Marconi Perillo
Pedro Simon
Romeu Tuma
Fonte: Senado Federal
Thursday, May 21, 2009
Portugal: parlamento volta a debater reforma ortográfica
Jornal do Brasil
DA REDAÇÃO - Apesar de o tema ter sido amaplamente discutido entre países que têm a língua portuguesa como oficial, o Acordo Ortográfico – em vigor no Brasil desde janeiro – teve novo revés. Quarta-feira, o Parlamento português discutiu uma proposta de renegociação da reforma, mesmo tendo sida aprovada por governo e Assembleia da República. Ao final da discussão, o Partido Socialista se viu isolado a favor do novo acordo.
Segundo a BBC Brasil, na proposta, que chegou ao Parlamento graças à uma petição assinada por 113.206 portugueses (são necessárias 5 mil assinaturas), pede-se que o governo reveja os pontos da reforma ortográfica, considerados pelos organizadores do abaixo-assinado contraditórios.
– Pede-se que o governo abra negociações com o objetivo da revisão dos termos do acordo. Na nossa opinião, o acordo teria de ser revogado porque é um acúmulo de disparates – explica o deputado Vasco Graça Moura, um dos organizadores do abaixo-assinado.
De acordo com Moura, a “petição foi discutida na Comissão de Ética e Sociedade da assembleia e o relatório do deputado Barreiras Duarte, que dá razão à petição, foi aprovado por unanimidade”.
Dos países lusófonos, apenas o Brasil deu início oficialmente ao período de transição da aplicação do acordo. Portugal, Brasil, São Tomé e Cabo Verde são os países de língua portuguesa que já aprovaram o acordo. A data para o início do período de transição ainda não foi determinada em Portugal. Em entrevista à Lusa, uma fonte dos peticionários disse que o debate no Parlamento poderá alterar algumas “situações caóticas” que o acordo prevê.
– Se os fundamentos científicos e linguísticos que sustentam a petição forem tidos em conta, poderá impedir-se o caos ortográfico que acontecerá, de um e outro lado do Atlântico, se o acordo for integralmente avante – observou.
Segundo o documento final, a reforma “enferma de vícios suscetíveis de gerarem a sua patente inconstitucionalidade”. Para os assinantes da petição, as justificativas para acordo são falsas: discordam de que ele vai ajudar a combater o analfabetismo com a simplificação e ajudar a língua portuguesa a se impor como língua internacional. Também dizem que a justificativa para a adoção não tem base científica.
Entre as principais queixas dos críticos ao acordo está a de que a eliminação de “p” e “c” não pronunciados em palavras como “óptimo”, “Egipto”, “acto” ou “facção” abandona a etimologia das palavras
21:50 - 20/05/2009
JB OnLine
DA REDAÇÃO - Apesar de o tema ter sido amaplamente discutido entre países que têm a língua portuguesa como oficial, o Acordo Ortográfico – em vigor no Brasil desde janeiro – teve novo revés. Quarta-feira, o Parlamento português discutiu uma proposta de renegociação da reforma, mesmo tendo sida aprovada por governo e Assembleia da República. Ao final da discussão, o Partido Socialista se viu isolado a favor do novo acordo.
Segundo a BBC Brasil, na proposta, que chegou ao Parlamento graças à uma petição assinada por 113.206 portugueses (são necessárias 5 mil assinaturas), pede-se que o governo reveja os pontos da reforma ortográfica, considerados pelos organizadores do abaixo-assinado contraditórios.
– Pede-se que o governo abra negociações com o objetivo da revisão dos termos do acordo. Na nossa opinião, o acordo teria de ser revogado porque é um acúmulo de disparates – explica o deputado Vasco Graça Moura, um dos organizadores do abaixo-assinado.
De acordo com Moura, a “petição foi discutida na Comissão de Ética e Sociedade da assembleia e o relatório do deputado Barreiras Duarte, que dá razão à petição, foi aprovado por unanimidade”.
Dos países lusófonos, apenas o Brasil deu início oficialmente ao período de transição da aplicação do acordo. Portugal, Brasil, São Tomé e Cabo Verde são os países de língua portuguesa que já aprovaram o acordo. A data para o início do período de transição ainda não foi determinada em Portugal. Em entrevista à Lusa, uma fonte dos peticionários disse que o debate no Parlamento poderá alterar algumas “situações caóticas” que o acordo prevê.
– Se os fundamentos científicos e linguísticos que sustentam a petição forem tidos em conta, poderá impedir-se o caos ortográfico que acontecerá, de um e outro lado do Atlântico, se o acordo for integralmente avante – observou.
Segundo o documento final, a reforma “enferma de vícios suscetíveis de gerarem a sua patente inconstitucionalidade”. Para os assinantes da petição, as justificativas para acordo são falsas: discordam de que ele vai ajudar a combater o analfabetismo com a simplificação e ajudar a língua portuguesa a se impor como língua internacional. Também dizem que a justificativa para a adoção não tem base científica.
Entre as principais queixas dos críticos ao acordo está a de que a eliminação de “p” e “c” não pronunciados em palavras como “óptimo”, “Egipto”, “acto” ou “facção” abandona a etimologia das palavras
21:50 - 20/05/2009
JB OnLine
Tuesday, March 10, 2009
Ortografia é unificada, mas e a fala?
Vídeo produzido pela BBC Brasil durante o especial sobre o acordo ortográfico compara a questão da ortografia com as grandes diferenças na fala que há entre os países de língua portuguesa. Apesar de já ter gerado controvérsias nos Estados lusófonos, como o manifesto assinado por mais de 100 mil portugueses contra a junção da língua, o Novo Acordo Ortográfico será implantado. Já as falas continuarão diferentes. O vídeo ainda diz que a troca cultural no mundo lusófono pode facilitar a compreensão, além de relatar que os portugueses têm maior facilidade em entender os brasileiros do que o contrário.
Confira as matérias, áudios e vídeos da BBC Brasil, feitas pela jornalista Iracema Sodré:
* Grafia dos jovens pode comprometer português? Vídeo - Duração: 01:58
* Ouça o que jovens de 5 países dizem sobre reforma. Áudio - Duração: 09:01
* Ritmo de Angola influencia linguagem em Portugal. Vídeo - Duração: 03:37
* A ortografia vai ser unificada. Mas e a fala? Vídeo - Duração: 02:18
* Panorama BBC Especial discute o acordo ortográfico. Áudio - 24:49
* Baixe o arquivo de áudio do Panorama BBC especial
* BBC Brasil visita biblioteca em Coimbra. Vídeo - Duração: 03:21
* Língua mirandesa resiste em Portugal. Vídeo - Duração: 02:59
* Adoção da reforma em Portugal continua indefinida.
* Acordo ortográfico ainda desperta polêmica no exterior.
Boletim PNLL
Confira as matérias, áudios e vídeos da BBC Brasil, feitas pela jornalista Iracema Sodré:
* Grafia dos jovens pode comprometer português? Vídeo - Duração: 01:58
* Ouça o que jovens de 5 países dizem sobre reforma. Áudio - Duração: 09:01
* Ritmo de Angola influencia linguagem em Portugal. Vídeo - Duração: 03:37
* A ortografia vai ser unificada. Mas e a fala? Vídeo - Duração: 02:18
* Panorama BBC Especial discute o acordo ortográfico. Áudio - 24:49
* Baixe o arquivo de áudio do Panorama BBC especial
* BBC Brasil visita biblioteca em Coimbra. Vídeo - Duração: 03:21
* Língua mirandesa resiste em Portugal. Vídeo - Duração: 02:59
* Adoção da reforma em Portugal continua indefinida.
* Acordo ortográfico ainda desperta polêmica no exterior.
Boletim PNLL
Marcadores:
acordo ortográfico,
língua portuguesa,
reforma da ortografia
Thursday, February 19, 2009
Portugal planeja aplicar reforma ortográfica 'em meses'
Portugal deverá começar a aplicar o acordo ortográfico ainda neste semestre, segundo informou nesta terça-feira o ministro da cultura português, José António Pinto Ribeiro.
A data para a implementação está sendo negociada com Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, os outros dois países que já ratificaram o acordo, de acordo com o porta-voz do ministro.
"Estamos negociando para publicar no diário oficial dos três Estados no mesmo dia", disse Rui Peças, assessor de imprensa do ministro, à BBC Brasil.
Peças disse ainda que, apesar de Brasil, Cabo Verde e São Tomé terem entregue em Portugal os instrumentos de ratificação do acordo, o Diário Oficial português ainda não publicou essa informação.
Corretor ortográfico
A declaração do ministro foi feita na apresentação do primeiro programa de computador português para correção de textos adaptado ao novo acordo ortográfico.
Produzido por uma editora que publica dicionários e livros escolares, o programa começou a ser vendido ao preço de 70 euros (cerca de 206 reais).
Segundo Peças, dos quatro países que ainda não ratificaram o acordo, Timor Leste está mais adiantado.
Também não está definido se Portugal vai ter um consultor para resolver os casos que o acordo deixou em aberto (como os hífens de alguns prefixos), cargo exercido pelo acadêmico Evanildo Bechara no Brasil.
Na aplicação do acordo, outra área que ainda não tem prazo para ser realizada é a compilação do vocabulário científico e técnico comum aos oito países de língua portuguesa.
Segundo Peças, uma reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa realizada em novembro aprovou a formação de uma comissão que deve compilar o vocabulário e definir as palavras comuns, mas até agora seus membros não foram indicados pelos países.
Jair Rattner
De Lisboa para a BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/
Nota da edição: Versos & Acordes informa que no site umportugues.com, criado por Aurélio (Verde), há um corretor ortográfico, de graça.
A data para a implementação está sendo negociada com Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, os outros dois países que já ratificaram o acordo, de acordo com o porta-voz do ministro.
"Estamos negociando para publicar no diário oficial dos três Estados no mesmo dia", disse Rui Peças, assessor de imprensa do ministro, à BBC Brasil.
Peças disse ainda que, apesar de Brasil, Cabo Verde e São Tomé terem entregue em Portugal os instrumentos de ratificação do acordo, o Diário Oficial português ainda não publicou essa informação.
Corretor ortográfico
A declaração do ministro foi feita na apresentação do primeiro programa de computador português para correção de textos adaptado ao novo acordo ortográfico.
Produzido por uma editora que publica dicionários e livros escolares, o programa começou a ser vendido ao preço de 70 euros (cerca de 206 reais).
Segundo Peças, dos quatro países que ainda não ratificaram o acordo, Timor Leste está mais adiantado.
Também não está definido se Portugal vai ter um consultor para resolver os casos que o acordo deixou em aberto (como os hífens de alguns prefixos), cargo exercido pelo acadêmico Evanildo Bechara no Brasil.
Na aplicação do acordo, outra área que ainda não tem prazo para ser realizada é a compilação do vocabulário científico e técnico comum aos oito países de língua portuguesa.
Segundo Peças, uma reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa realizada em novembro aprovou a formação de uma comissão que deve compilar o vocabulário e definir as palavras comuns, mas até agora seus membros não foram indicados pelos países.
Jair Rattner
De Lisboa para a BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/
Nota da edição: Versos & Acordes informa que no site umportugues.com, criado por Aurélio (Verde), há um corretor ortográfico, de graça.
Marcadores:
acordo ortografico,
aurelio,
cplp,
reforma ortografica
Wednesday, January 21, 2009
Adaptação ao Novo Acordo Ortográfico é feita de forma gradual
Apesar de estar em vigor desde o dia 1º de janeiro, o Novo Acordo Ortográfico ainda não é adotado por grande parte das instituições brasileiras.
De acordo com o Estadão.com.br, alguns órgãos como o Museu da Língua Portuguesa, algumas secretarias estaduais e o Governo Federal ainda utilizam-se da norma antiga, enquanto o Diário Oficial da União e o do Estado de São Paulo optaram por utilizar as duas formas.
Em relação ao mercado editorial, o jornal DCI destaca o custo estimado para a implantação da nova ortografia: cerca de R$ 60 milhões, considerando apenas a revisão de conteúdo e a rediagramação.
E para a BBC, ainda há incertezas sobre a sua adoção nos outros países do mundo lusófono.
Para conferir um resumo das novas regras, visite http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/12/31/materia.2008-12-31.5664708504/view
De acordo com o Estadão.com.br, alguns órgãos como o Museu da Língua Portuguesa, algumas secretarias estaduais e o Governo Federal ainda utilizam-se da norma antiga, enquanto o Diário Oficial da União e o do Estado de São Paulo optaram por utilizar as duas formas.
Em relação ao mercado editorial, o jornal DCI destaca o custo estimado para a implantação da nova ortografia: cerca de R$ 60 milhões, considerando apenas a revisão de conteúdo e a rediagramação.
E para a BBC, ainda há incertezas sobre a sua adoção nos outros países do mundo lusófono.
Para conferir um resumo das novas regras, visite http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/12/31/materia.2008-12-31.5664708504/view
Marcadores:
acordo ortográfico,
museu da língua portuguesa
Wednesday, January 07, 2009
Nova língua chega às salas de aula
MEC distribui já este ano material sobre a reforma ortográfica. Prazo para adaptação é de quatro anos
Natalia von Korsch
Rio - Quando o ano letivo começar, em fevereiro, os estudantes do Rio travarão os primeiros contatos com a nova Língua Portuguesa, em vigor desde quinta-feira. Na rede pública, os livros didáticos adaptados só começarão a ser distribuídos em 2010, mas o MEC já prepara material com instruções sobre a reforma para uso em sala de aula. A definição completa das regras pela Academia Brasileira de Letras sairá apenas mês que vem.
A secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, disse que usará os 29 mil notebooks distribuídos aos mestres do município para realizar essa capacitação: “Já no primeiro bimestre, esse conteúdo começa a ser repassado gradativamente aos alunos de todas as séries”. A Secretaria Estadual de Educação, por sua vez, aguardará a definição completa das mudanças e já recomendou às escolas que não se comprem gramáticas, em virtude de todas as alterações não terem sido fixadas.
Em 2010 chegarão os novos 70 milhões de livros dos alunos do primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental. Os do sexto ao nono ano receberão em 2011. Em 2012, será adaptado o material didático das três séries do Ensino Médio. O Brasil tem 4 anos, até 31 de dezembro de 2012, para se adaptar ao acordo que unifica a grafia da língua nos 8 países que falam o idioma. O português é a sexta língua mais falada do mundo, usada por 230 milhões de pessoas.
VESTIBULAR, SÓ EM 2012
O chefe do departamento de Língua Portuguesa do Colégio Pedro II, professor Manoel de Carvalho Almeida, defende que os alunos comecem a lidar já este ano com as novas regras: “As alterações não são tão profundas em relação ao português do Brasil. Vale a pena investir quando as regras estiverem todas definidas para que os alunos comecem a se familiarizar”.
Algumas editoras já estão lançando livros didáticos, dicionários e gramáticas adaptados ao acordo. A maioria das escolas particulares começará o ano abordando o assunto em sala. “Pretendemos introduzir a nova ortografia a partir deste ano. Não acho que demorarão a se adaptar. Não vamos cobrar a nova regra em provas e redações: só será exigida nos vestibulares a partir de 2012”, diz a professora Maria Lúcia Nunes da Silva, coordenadora de Português do Centro Educacional da Lagoa (CEL).
PUBLICAÇÕES SEM VALIDADE
Apesar de várias publicações já estarem sendo editadas com as novas regras, elas não terão sua validade reconhecida até a publicação do ‘Vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa’, da Academia Brasileira de Letras, que será lançado em fevereiro e esclarecerá pontos obscuros do acordo, como o uso do hífen.
Como algumas das modificações ainda dependem de uma definição mais precisa, qualquer publicação lançada antes de um esclarecimento oficial poderá ser considerada incompleta.
“O problema do hífen poderia ter sido resolvido definitivamente, porque não é um conjunto de regras 100% eficiente”, explica o filólogo e professor da Uerj José Pereira da Silva.
O presidente da Comissão de Língua Portuguesa do MEC, Godofredo de Oliveira Neto, elogia a mudança: “O importante é o reforço da língua nos fóruns internacionais. Os documentos da ONU estão em português do Brasil e de Portugal”.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/nova_lingua_chega_as_salas_de_aula_221600.asp
Natalia von Korsch
Rio - Quando o ano letivo começar, em fevereiro, os estudantes do Rio travarão os primeiros contatos com a nova Língua Portuguesa, em vigor desde quinta-feira. Na rede pública, os livros didáticos adaptados só começarão a ser distribuídos em 2010, mas o MEC já prepara material com instruções sobre a reforma para uso em sala de aula. A definição completa das regras pela Academia Brasileira de Letras sairá apenas mês que vem.
A secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, disse que usará os 29 mil notebooks distribuídos aos mestres do município para realizar essa capacitação: “Já no primeiro bimestre, esse conteúdo começa a ser repassado gradativamente aos alunos de todas as séries”. A Secretaria Estadual de Educação, por sua vez, aguardará a definição completa das mudanças e já recomendou às escolas que não se comprem gramáticas, em virtude de todas as alterações não terem sido fixadas.
Em 2010 chegarão os novos 70 milhões de livros dos alunos do primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental. Os do sexto ao nono ano receberão em 2011. Em 2012, será adaptado o material didático das três séries do Ensino Médio. O Brasil tem 4 anos, até 31 de dezembro de 2012, para se adaptar ao acordo que unifica a grafia da língua nos 8 países que falam o idioma. O português é a sexta língua mais falada do mundo, usada por 230 milhões de pessoas.
VESTIBULAR, SÓ EM 2012
O chefe do departamento de Língua Portuguesa do Colégio Pedro II, professor Manoel de Carvalho Almeida, defende que os alunos comecem a lidar já este ano com as novas regras: “As alterações não são tão profundas em relação ao português do Brasil. Vale a pena investir quando as regras estiverem todas definidas para que os alunos comecem a se familiarizar”.
Algumas editoras já estão lançando livros didáticos, dicionários e gramáticas adaptados ao acordo. A maioria das escolas particulares começará o ano abordando o assunto em sala. “Pretendemos introduzir a nova ortografia a partir deste ano. Não acho que demorarão a se adaptar. Não vamos cobrar a nova regra em provas e redações: só será exigida nos vestibulares a partir de 2012”, diz a professora Maria Lúcia Nunes da Silva, coordenadora de Português do Centro Educacional da Lagoa (CEL).
PUBLICAÇÕES SEM VALIDADE
Apesar de várias publicações já estarem sendo editadas com as novas regras, elas não terão sua validade reconhecida até a publicação do ‘Vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa’, da Academia Brasileira de Letras, que será lançado em fevereiro e esclarecerá pontos obscuros do acordo, como o uso do hífen.
Como algumas das modificações ainda dependem de uma definição mais precisa, qualquer publicação lançada antes de um esclarecimento oficial poderá ser considerada incompleta.
“O problema do hífen poderia ter sido resolvido definitivamente, porque não é um conjunto de regras 100% eficiente”, explica o filólogo e professor da Uerj José Pereira da Silva.
O presidente da Comissão de Língua Portuguesa do MEC, Godofredo de Oliveira Neto, elogia a mudança: “O importante é o reforço da língua nos fóruns internacionais. Os documentos da ONU estão em português do Brasil e de Portugal”.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/nova_lingua_chega_as_salas_de_aula_221600.asp
Marcadores:
Academia Brasileira de Letras,
mec,
reforma ortografica
Sunday, August 17, 2008
Padronização da Grafia - Dúvidas sobre as novas regras ortográficas
Grafia deve ser padronizada em oito países de língua portuguesa
Portal MEC - Ana Guimarães
As normas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrarão em vigor, no Brasil, no próximo ano. Para estabelecer as regras do período de transição para a nova grafia, previsto para durar três anos, será assinado um decreto. Os ministérios da Educação, da Cultura e das Relações Exteriores irão fixar orientações para que a sociedade se adapte às mudanças previstas pelo novo acordo. Está aberta uma consulta pública para que os interessados encaminhem dúvidas ou sugestões sobre o processo de transição da norma ortográfica atual para a nova. O contato com o Ministério da Educação pode ser feito até o dia 1º de setembro pelo endereço eletrônico: acordoortografico@mec.gov.br.
As sugestões encaminhadas ao MEC podem ser incorporadas ao decreto que regulamentará o período de transição. A língua portuguesa é falada por cerca de 220 milhões de pessoas em todo o mundo - aproximadamente 190 milhões no Brasil. O acordo é considerado um marco de unificação entre os países de língua portuguesa - Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal. O acordo foi assinado, inicialmente, em 1990 pelos sete países que tinham o português como idioma oficial - o Timor Leste ainda não era nação independente.
Em razão das diferenças entre as grafias desses países, é grande a dificuldade na difusão da língua. A intenção do acordo é facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre as nações e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa.
Livro didático - O Brasil tem o maior programa de distribuição gratuita de livros didáticos do mundo. Este ano, já foram apresentadas ao Ministério da Educação propostas de obras com a nova grafia. São mudanças como o fim do uso do trema e do acento em algumas palavras, como enjôo, idéia, heróico e outras.
No primeiro semestre de 2009, o Guia do Livro Didático será enviado às escolas já com todas opções de obras impressas segundo as novas regras ortográficas. Os livros serão destinados aos estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Escolhidos pelas escolas, como de costume, estarão nas salas-de-aula em 2010.
Em 2011, os estudantes do sexto ao nono ano também terão livros publicados conforme as regras previstas pelo acordo. Em 2012, será vez do ensino médio.
Abrelivros
Portal MEC - Ana Guimarães
As normas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrarão em vigor, no Brasil, no próximo ano. Para estabelecer as regras do período de transição para a nova grafia, previsto para durar três anos, será assinado um decreto. Os ministérios da Educação, da Cultura e das Relações Exteriores irão fixar orientações para que a sociedade se adapte às mudanças previstas pelo novo acordo. Está aberta uma consulta pública para que os interessados encaminhem dúvidas ou sugestões sobre o processo de transição da norma ortográfica atual para a nova. O contato com o Ministério da Educação pode ser feito até o dia 1º de setembro pelo endereço eletrônico: acordoortografico@mec.gov.br.
As sugestões encaminhadas ao MEC podem ser incorporadas ao decreto que regulamentará o período de transição. A língua portuguesa é falada por cerca de 220 milhões de pessoas em todo o mundo - aproximadamente 190 milhões no Brasil. O acordo é considerado um marco de unificação entre os países de língua portuguesa - Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal. O acordo foi assinado, inicialmente, em 1990 pelos sete países que tinham o português como idioma oficial - o Timor Leste ainda não era nação independente.
Em razão das diferenças entre as grafias desses países, é grande a dificuldade na difusão da língua. A intenção do acordo é facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre as nações e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa.
Livro didático - O Brasil tem o maior programa de distribuição gratuita de livros didáticos do mundo. Este ano, já foram apresentadas ao Ministério da Educação propostas de obras com a nova grafia. São mudanças como o fim do uso do trema e do acento em algumas palavras, como enjôo, idéia, heróico e outras.
No primeiro semestre de 2009, o Guia do Livro Didático será enviado às escolas já com todas opções de obras impressas segundo as novas regras ortográficas. Os livros serão destinados aos estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Escolhidos pelas escolas, como de costume, estarão nas salas-de-aula em 2010.
Em 2011, os estudantes do sexto ao nono ano também terão livros publicados conforme as regras previstas pelo acordo. Em 2012, será vez do ensino médio.
Abrelivros
Thursday, June 26, 2008
Nova ortografia atrapalha negócios das editoras
Valor Econômico - Beth Koike | 12.6.2008 | 14h20
Aprovado em março, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa provoca uma corrida contra o tempo nas editoras de livros didáticos. Apesar de o uso das novas regras ser obrigatório nas escolas apenas em 2010, as editoras precisam apresentar os livros com as alterações já no próximo dia 4 ao Ministério da Educação para participar dos programas governamentais, que somente no ano passado registraram compras no valor de R$ 882 milhões.
"O problema é que estamos trabalhando em duas frentes ao mesmo tempo: as novas regras ortográficas que acabaram de ser aprovadas e o ensino fundamental de nove anos, cujo formato dos livros foi definido em janeiro", explica Antonio Nicolau Youssef, diretor editorial das editoras IBEP e Companhia Nacional. Youssef prevê um gasto de cerca de R$ 3,5 milhões para readequar a ortografia das publicações da IBEP, que trabalha exclusivamente com livros escolares e conta com 380 diferentes títulos, e da Nacional, que possui 628 catálogos.
Nesse montante, está incluso o investimento que a IBEP fará nos livros didáticos a serem distribuídos no próximo ano. "Como 2009 será um ano transitório e o conteúdo das publicações para as escolas não pode ser modificado, estamos criando encartes com um resumo das novas regras para serem anexados aos livros entregues no próximo ano", diz Youssef.
A editora FTD, a segunda maior vendedora de livros do ensino fundamental para o governo, também colocará encartes em suas publicações no próximo ano. "É uma forma de alertar os professores das mudanças que começam a valer em 2010. Os lançamentos já virão com as novas regras", explica Silmara Vespasiano, gerente-editorial da FTD, que não revelou os investimentos da empresa.
Apesar de as novas regras modificarem apenas 0,4% do vocabulário no Brasil, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), várias editoras terão que carregar um encalhe de livros escritos com a ortografia atual. A editora IBEP prevê chegar em 2010 com um encalhe de 180 mil exemplares. "Não dá para fazer remendos e mandar aos alunos. Provavelmente, a maioria será perdida", diz Youssef.
Paralelamente ao prazo apertado que, inicialmente era no começo deste mês e foi prorrogado em quatro semanas a pedido do setor, outra questão que está deixando as casas editoriais apreensivas diz respeito às novas regras ortográficas propriamente ditas. Ainda há várias dúvidas, principalmente, em torno do hífen. Exemplos: mandachuva perderá o hífen, porém guarda-chuva permanecerá separado, apesar de em ambos os casos a primeira palavra ser um verbo. "Quando se perde a noção do primeiro elemento (palavra), usa-se o hífen. Mas, compreendo que essa interpretação é subjetiva e pode provocar confusão", explica o professor Godofredo de Oliveira Neto, presidente da Comissão de Língua Portuguesa do MEC.
Diante de tantas dúvidas, a Abrelivros, entidade que reúne as editoras de livros escolares, solicitou ao governo que o uso incorreto das novas regras não seja considerado um item eliminatório no processo de licitação dos programas de compras de livros. O Ministério da Educação aceitou o pedido. Pelo Acordo, livros com a atual e a nova ortografia poderão circular nas escolas públicas de forma conjunta até dezembro de 2011, já que a distribuição dos títulos é feita em média a cada três anos nas escolas públicas.
A confusão é grande porque dúvidas sobre o idioma costumam ser sanadas, por autores de livros e revisores, em uma publicação chamada VOLP (Vocabulário de Língua Portuguesa), produzida pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Mas ainda não há um VOLP que considere as novas regras.
"Já estávamos finalizando a quinta edição do VOLP quando surgiram as mudanças. O problema é que o Acordo ainda não foi assinado pelo presidente Lula e só podemos lançar o novo VOLP depois dessa assinatura. Nossa previsão é lançar em novembro" diz o gramático Evanildo Bechara, responsável pelo Acordo Ortográfico no Brasil e acadêmico da ABL. "Não podemos correr o risco de colocar uma publicação no mercado sem a assinatura do presidente", pondera Bechara, que também está em busca de apoio financeiro para lançar a publicação.
Em um evento organizado pela Câmara Brasileira do Livro em abril, o Assessor Especial do Ministério da Educação, Carlos Alberto Xavier, disse que ainda neste mês de junho o MEC deverá publicar um decreto implementando o Acordo para que o projeto entre em vigor a partir de 2009, com exceção para os livros didáticos, cuja obrigatoriedade começa em 2010.
"A proposta da Comissão é que o Acordo comece a vigorar em 2009, mas ainda não está definido se será obrigatório. O presidente Lula pode mudar esses prazos quando for assinar o projeto", diz o representante da Comissão de Língua Portuguesa do MEC. Existe a possibilidade de o projeto ser oficializado em um evento reunindo Lula e o presidente Cavaco Silva, de Portugal, país em que as regras devem começar a vigorar daqui seis anos.
Fonte: Abrelivros
Aprovado em março, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa provoca uma corrida contra o tempo nas editoras de livros didáticos. Apesar de o uso das novas regras ser obrigatório nas escolas apenas em 2010, as editoras precisam apresentar os livros com as alterações já no próximo dia 4 ao Ministério da Educação para participar dos programas governamentais, que somente no ano passado registraram compras no valor de R$ 882 milhões.
"O problema é que estamos trabalhando em duas frentes ao mesmo tempo: as novas regras ortográficas que acabaram de ser aprovadas e o ensino fundamental de nove anos, cujo formato dos livros foi definido em janeiro", explica Antonio Nicolau Youssef, diretor editorial das editoras IBEP e Companhia Nacional. Youssef prevê um gasto de cerca de R$ 3,5 milhões para readequar a ortografia das publicações da IBEP, que trabalha exclusivamente com livros escolares e conta com 380 diferentes títulos, e da Nacional, que possui 628 catálogos.
Nesse montante, está incluso o investimento que a IBEP fará nos livros didáticos a serem distribuídos no próximo ano. "Como 2009 será um ano transitório e o conteúdo das publicações para as escolas não pode ser modificado, estamos criando encartes com um resumo das novas regras para serem anexados aos livros entregues no próximo ano", diz Youssef.
A editora FTD, a segunda maior vendedora de livros do ensino fundamental para o governo, também colocará encartes em suas publicações no próximo ano. "É uma forma de alertar os professores das mudanças que começam a valer em 2010. Os lançamentos já virão com as novas regras", explica Silmara Vespasiano, gerente-editorial da FTD, que não revelou os investimentos da empresa.
Apesar de as novas regras modificarem apenas 0,4% do vocabulário no Brasil, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), várias editoras terão que carregar um encalhe de livros escritos com a ortografia atual. A editora IBEP prevê chegar em 2010 com um encalhe de 180 mil exemplares. "Não dá para fazer remendos e mandar aos alunos. Provavelmente, a maioria será perdida", diz Youssef.
Paralelamente ao prazo apertado que, inicialmente era no começo deste mês e foi prorrogado em quatro semanas a pedido do setor, outra questão que está deixando as casas editoriais apreensivas diz respeito às novas regras ortográficas propriamente ditas. Ainda há várias dúvidas, principalmente, em torno do hífen. Exemplos: mandachuva perderá o hífen, porém guarda-chuva permanecerá separado, apesar de em ambos os casos a primeira palavra ser um verbo. "Quando se perde a noção do primeiro elemento (palavra), usa-se o hífen. Mas, compreendo que essa interpretação é subjetiva e pode provocar confusão", explica o professor Godofredo de Oliveira Neto, presidente da Comissão de Língua Portuguesa do MEC.
Diante de tantas dúvidas, a Abrelivros, entidade que reúne as editoras de livros escolares, solicitou ao governo que o uso incorreto das novas regras não seja considerado um item eliminatório no processo de licitação dos programas de compras de livros. O Ministério da Educação aceitou o pedido. Pelo Acordo, livros com a atual e a nova ortografia poderão circular nas escolas públicas de forma conjunta até dezembro de 2011, já que a distribuição dos títulos é feita em média a cada três anos nas escolas públicas.
A confusão é grande porque dúvidas sobre o idioma costumam ser sanadas, por autores de livros e revisores, em uma publicação chamada VOLP (Vocabulário de Língua Portuguesa), produzida pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Mas ainda não há um VOLP que considere as novas regras.
"Já estávamos finalizando a quinta edição do VOLP quando surgiram as mudanças. O problema é que o Acordo ainda não foi assinado pelo presidente Lula e só podemos lançar o novo VOLP depois dessa assinatura. Nossa previsão é lançar em novembro" diz o gramático Evanildo Bechara, responsável pelo Acordo Ortográfico no Brasil e acadêmico da ABL. "Não podemos correr o risco de colocar uma publicação no mercado sem a assinatura do presidente", pondera Bechara, que também está em busca de apoio financeiro para lançar a publicação.
Em um evento organizado pela Câmara Brasileira do Livro em abril, o Assessor Especial do Ministério da Educação, Carlos Alberto Xavier, disse que ainda neste mês de junho o MEC deverá publicar um decreto implementando o Acordo para que o projeto entre em vigor a partir de 2009, com exceção para os livros didáticos, cuja obrigatoriedade começa em 2010.
"A proposta da Comissão é que o Acordo comece a vigorar em 2009, mas ainda não está definido se será obrigatório. O presidente Lula pode mudar esses prazos quando for assinar o projeto", diz o representante da Comissão de Língua Portuguesa do MEC. Existe a possibilidade de o projeto ser oficializado em um evento reunindo Lula e o presidente Cavaco Silva, de Portugal, país em que as regras devem começar a vigorar daqui seis anos.
Fonte: Abrelivros
Subscribe to:
Posts (Atom)