País vai lutar pela valorização da língua portuguesa
A valorização da língua portuguesa nos foros internacionais e a avaliação do processo de implantação do novo acordo ortográfico figuram entre os principais temas do seminário internacional sobre o futuro do idioma, que será realizado em Brasília, entre 25 e 31 de março deste ano.
A informação foi dada ontem pelo embaixador Pedro Motta Pinto Coelho, durante reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), que aprovou o seu nome para representante permanente junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A indicação, feita pelo presidente da República, será submetida ainda ao Plenário.
Durante a sabatina, Pinto Coelho assegurou "o firme compromisso" do governo brasileiro de trabalhar pela consolidação da CPLP, cujos integrantes, segundo ele, pretendem transformar o português em língua de documentação da Organização das Nações Unidas (ONU) e em língua de trabalho na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
– Não há muita retórica atualmente na comunidade. Nossos objetivos são cada vez mais concretos – afirmou Pedro Motta Pinto Coelho.
Mercosul
Na opinião do embaixador, existe um paralelismo entre a CPLP e o Mercosul, pois em ambas organizações se identifica uma "certa assimetria entre seus integrantes, uma vez que o Brasil é o maior participante tanto em uma como na outra". A seu ver, porém, essa assimetria acaba funcionando como uma espécie de catalisador nos dois casos.
O relator da mensagem, Augusto Botelho (PT-RR), emitiu voto favorável à indicação. Por sua vez, Marco Maciel (DEM-PE) observou que a CPLP vem ajudando a estabelecer laços mais fortes com os países "vizinhos" da África. Por sua vez, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), presidente da comissão, afirmou que a comunidade tem um "peso relevante" na aproximação dos países lusófonos.
A participação ativa da comunidade nos debates internacionais foi destacada por Romeu Tuma (PTB-SP), enquanto Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) lamentou o fato de o idioma português ser menosprezado, apesar de se constituir na língua materna de mais de 240 milhões de pessoas.
Já Marconi Perillo (PSDB-GO) defendeu a rápida implantação do Parlamento da CPLP. Pedro Simon (PMDB-RS) lembrou que inicialmente o projeto de criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa foi visto com ceticismo, mas observou que agora vem se consolidando. E Eduardo Suplicy (PT-SP) colocou-se à disposição para levar a todos os países lusófonos a proposta de criação de um programa de renda básica.
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Augusto Botelho
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Marco Maciel
Marconi Perillo
Pedro Simon
Romeu Tuma
Fonte: Senado Federal
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